quarta-feira, 31 de Outubro de 2007
Missao cumprida! Depois de uma viagem an
Missao cumprida! Depois de uma viagem anormalmente confortavel e sem contratempos, apesar da greve da air france, estamos de volta ao pais do costume :)
Tóquio, agora sem fotos
Confesso que quase me custa fazer esta crónica… há tanto para dizer e tanto para ver que nem sei por onde começar; se por falar na cidade mais fascinante que alguma vez conheci, se na cultura Japonesa e nas pessoas…
Embora Tóquio seja aquilo que estamos à espera – os arranha-céus, os milhares de neons coloridos, as estradas sobre estradas e sobre caminhos de ferro, as centenas de pessoas que atravessam os cruzamentos nas passadeiras múltiplas (algo que nunca nos cansamos de olhar, ao ponto de ficarmos parados no “verde” e nos esquecermos de atravessar também!), os milhares de lojas - a verdade é que nunca estamos realmente preparados para tudo isto.
Mal se chega, a primeira sensação que temos é que ter a pretensão de conhecer um pouco da cidade em modo “turista” é uma afronta à própria cidade. Era preciso ficar aqui a viver uns tempos, entrar em todos os cafés, em todos os restaurantes, em todas as lojas, em todas as livrarias (ainda que não consigamos ler uma linha), palmilhar toda a cidade, falar com as pessoas, fazer-lhes perguntas, viver como elas vivem, sair com elas e como elas.
Mas, de volta à realidade, e com o tempo contado, resta-nos aproveitar tudo, observar, observar sempre, observar melhor.
Apesar de se tratar de uma cidade gigantesca, nunca nos sentimos claustrofóbicos: não só o ar que se respira é muito menos poluído que nas nossas pequenas cidades como, facto notável, os passeios são larguíssimos, quase sempre com árvores, por vezes mais largos que as faixas de rodagem. Tóquio é uma cidade pensada para as pessoas: nunca há carros estacionados ao longo das ruas (muito menos em cima dos passeios); as passagens aéreas para peões são passeios largos - muitos com canteiros de flores e bancos de jardim - por onde se caminha calmamente, enquanto se observa o trânsito a correr lá em baixo; as estações de metro e comboios estão sempre ligadas, mesmo que se atravessem corredores subterrâneos de 600 metros….
Por falar em estações, é curioso verificar que os Japoneses não conseguem fazer uma estação sem lhe juntarem um centro comercial. Os melhores centros comerciais ficam, precisamente, nas estações de comboios. É como se aquele espaço fosse demasiado bom (e demasiado frequentado!) para se desperdiçar “apenas” com transportes e acessos de/para os mesmos (por exemplo, a estação de Shinjuku – uma das muitas em Tóquio, que reúne várias linhas de metro e de comboio – tem 60 acessos. Colossal, não?).
Outra coisa fantástica nas estações é observar as hordas de gente que, nas horas de ponta, entram e saem dos transportes: aqui sim, começamos a acreditar que eles são, de facto, uns milhõezitos; igualmente incrível é a quantidade de gente que vem a dormir no metro de manhã e ao fim da tarde (e que acordam, como que por magia, na estação pretendida); quando não estão a dormir (de cabeça totalmente pendurada!), estão sempre, mas sempre de telemóvel na mão (chegam a haver filas inteiras de bancos em que toda a gente, novos e velhos, está a teclar!) e, claro, de headphones nos ouvidos.
Tóquio, mais ainda que as cidades anteriores, é um mega “centro comercial”; é inacreditável a quantidade de lojas, todas em tamanho xxl, onde há sempre pessoas a comprar... (toda a gente anda na rua com sacos de lojas - como se tivessem tirado o dia para ir às compras - ao ponto de eu ter chegado a desconfiar que andar com um saco também seria moda por aqui). Por falar em sacos, as mulheres andam todas com malas enormes – que usam a meio do braço, nunca a tira colo - e de marca: a maioria são Louis Viutton, as restantes dividem-se entre Chanel e Dior. A mala parece ser, para as mulheres Japoneses, o verdadeiro símbolo do status social.
Ginza é a zona mais chique da cidade para fazer compras (apesar de haver uma outra zona, Omote-sando, onde cada loja ocupa um prédio inteiro: o “Prada Building”, o “Dior Building”, o “Shiseido Building”, o “Chanel Building…); Ginza, dizia eu, é a zona chique: lá voltamos a encontrar os “Buildings” das marcas e dezenas de outras lojas, entre livrarias, lojas de doces irresistíveis e tudo e tudo… Pormenor curioso: Ginza fecha ao trânsito durante todo o dia de domingo mas o comércio continua aberto, o que torna o passeio na zona ainda mais agradável (só um parêntesis para dizer que, visto daqui, o fecho da nossa Praça do Comércio ao domingo parece ainda mais ridículo do que já é: de que serve fechar um local “de passeio / descanso” onde nem se consegue sequer tomar um café, nem comprar um jornal? Mais ridículo ainda, se o quisermos fazer, temos que ir para as ruas laterais, entupidas de carros aos berros porque, claro, o trânsito está um caos… enfim, senhores, aprendam qualquer coisa!).
Das zonas de neons, a mais fantástica é Shibuya; embora os neons sejam uma constante em toda a cidade, é aqui que tudo parece acontecer; se mais não quisermos fazer, basta sentarmo-nos no passeio a observar o movimento: os fashion victims são aos milhares, grupos enormes de mulheres e homens cada um mais produzido que o outro, elas sempre de saltos altíssimos e, invariavelmente, com os pés para dentro (deve ser ainda um resquício da cultura tradicional, em que os pés das mulheres eram apertados em panos de modo a não crescerem muito – que o verdadeiro pé feminino era o pé 34; agora os pés crescem livremente mas, hélas, para dentro!); as salas de jogos sempre cheias (a qualquer hora do dia e da noite), os bares e restaurantes…
Os Japoneses são exímios em fazer restaurantes cosy: em todos predomina a madeira (escura e grossa), a luz é sempre baixa e o ambiente informal, apetece prolongar a refeição o mais possível. Ao jantar, aliás, é frequente as pessoas ficarem na mesa até bastante tarde, mas nem assim as conseguimos ver a comer uma sobremesa (os Japoneses não são magros por acaso!). As doses são sempre pequenas – mas, curiosamente, suficientes! – e os pratos de “jantar” são do tamanho dos nossos pires de café (por vezes existem uns bastante maiores, do tamanho dos nossos pires de chá), o que faz com que tenhamos de nos servir várias vezes e, com isso, comer mais devagar (logo, comer menos). Nunca há pão, nem queijo, nem manteiga. Ao invés, é normal vir um pratinho de legumes para a mesa (geralmente de rebentos de soja ou couve) , enquanto se espera pela refeição (uma das vezes vi passar um cesto de folhas de couve crua que, depois de enroladas em canudo, eram comidas assim mesmo – molhando uma das pontas em molho de soja).
Os supermercados reflectem também este costume das coisas pequenas: os produtos estão embalados em quantidades mais pequenas, das caixas de cogumelos aos iogurtes, passando pelos detergentes. Tudo bem, a maior parte dos Japoneses vive em casas minúsculas mas, ainda assim, parece-me que se trata sobretudo de uma questão cultural: tudo é pequeno e delicado.
As lojas de electrónica – aos milhares, ao ponto de haver também um bairro que lhes é inteiramente dedicado, Akihabara – são mais surpreendentes pela dimensão que, propriamente, pelos gadgets; é certo que há aparelhos para quase tudo – de utilíssimos reviradores eléctricos de pestanas a fogões com aspecto (e botões) de gravador de vídeo – mas as coisas que as pessoas normais usam (máquinas fotográficas, televisões, telemóveis e assim) não ficam muito além daquelas que já temos aí (globalização oblige!... Bom, estou a lembrar-me agora que haviam umas máquinas de lavar roupa gigantes e com mil funções, mas não creio que alguma vá buscar a roupa ao cesto e, no fim de lavada, a guarde nas gavetas, já engomada).
Em suma, o Japão são vários mundos – o mundo das pessoas e das coisas, da tradição e da modernidade, da delicadeza e do consumo desenfreado – mundos que tornam, irreversivelmente, o nosso mundo diferente.
Em trânsito
Desculpem a falta de notícias, é muita hora de avião, sem net... Com a saga das malas e do stress do comboio para o aeroporto (com a Air France em greve e o risco de ficarmos sem vôo) nem fizemos uma notazinha a dizer que, shiuff, estávamos de partida. A crónica final segue dentro de momentos (se, até lá, não adormercermos... que dia é hoje, afinal? Hum?)
segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
As casas de jogos estao cheias com uma e
As casas de jogos estao cheias com uma espécie de slots a jorrar pequenas esferas para uns baldes. Nao nos perguntem como funciona...
domingo, 28 de Outubro de 2007
Baia de toquio. Do mais impressionante n
Baia de toquio. Do mais impressionante nao so pelos edificios como a complexidade da malha viaria. Inacreditavel.
sábado, 27 de Outubro de 2007
Novidade: dispensador de detergente auto
Novidade: dispensador de detergente automatico. Isto para nao falar no secador de maos que evita pingos no chao... Ao fim de quase duas semanas ainda somos surpreendidos
Algumas linhas do metro tem portas insta
Algumas linhas do metro tem portas instaladas no cais. Talvez para evitar quedas nas horas mais animadas :)
sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
De pequenino... Logo pela manha um minim
De pequenino... Logo pela manha um minimini japonoca sozinho a caminho da escola. Desenganem-se que o pouco movimento é aparente: o metro tinha acabado de passar.
Madrugada
Ainda em falta com uma crónica sobre Tóquio (que não tardará!), agora é só para dizer que são 7 da matina e estamos prestes a partir para Nikko (por um dia, que Tóquio ainda agora começou!), uma pequena vila-paraíso a 140 km daqui.
Gozem bem a vossa quinta-feira à noite, que nós já fizemos o mesmo...ontem! Por falar nisso, num restaurante fantástico - como todos os daqui -, seguido de um pequeno live set de rua com japonocas alternativos e cheios de energia. Digo pequeno porque depois veio a polícia - que esperou pacientemente pelo fim da música - e a coisa acabou pacificamente ali mesmo! Foi pena, os tipos prometiam.
Até já!
quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
Para além da pastelaria e padaria os bar
Para além da pastelaria e padaria os bares-restaurante sao do melhor. Digamos que o japao esta um bocado (muito) à frente...
quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
Next station: Tóquio!
E pronto, Kyoto termina aqui. Acredito que o tempo seria sempre curto para uma cidade como esta, ainda que tivéssemos ficado um mês. Dos inevitáveis templos e jardins aos restaurantes e cafés, das ruas estreitas às avenidas de milhentas lojas, o que ficou por ver é imenso. Mas o que levamos na memória é muito. E bom.
Amanhã partimos para Tóquio de comboio "bala". Curiosamente, e apesar de já estarmos por cá há alguns dias, sinto que o choque com uma cidade daquela dimensão vai ser enorme. A ver vamos.
terça-feira, 23 de Outubro de 2007
PºG, estas são para ti!
segunda-feira, 22 de Outubro de 2007
Bonus track 2! Festival jidai matsuri a
Bonus track 2! Festival jidai matsuri a 22 de outubro conforme planeado ;) festeja a criacao da capital kyoto em 794.
Mos burguer... Estes 'modelos' em vez d
Mos burguer... Estes 'modelos' em vez do pao sao de arroz. Excelente! E as sobremesas? Semi-frios de maca, chocolate e tiramisu... Ui!
domingo, 21 de Outubro de 2007
Kyoto: haja temp(l)o para ver tudo!
Dois dias e 30 km a pé depois - 16 ontem e 14 hoje - as dores nas pernas são mais que muitas (lição nº1: não vir para Kyoto sem estar em boa forma!) mas, ainda assim, continuamos siderados com as coisas que vamos encontrando: os templos, as lojas, as pessoas, tudo…
Templos: Kyoto está pejada deles, o mais difícil é decidir quais visitar; uns têm jardins fantásticos (como Tofuku-ji, com um verdeiro jardim Zen), outros guardam tesouros imensos (como Sanjusagen-do, com as suas centenas de estátuas de Kannon – deus budista da misericórdia - em madeira dourada); em comum, uma arquitectura colossal (sempre em madeira), imponente no exterior – os telhados trabalhados e as grossas colunas de madeira que os sustentam - mas delicada no interior - as esteiras sobre as quais caminhamos invariavelmente descalços e as portas, forradas a papel, que deslizam em silêncio.
Kyoto é uma cidade muito curiosa, as grandes avenidas de prédios modernos cruzam-se com as ruelas de casas de madeira tradicionais. De uma forma geral, parece que as pessoas trabalham nas avenidas e moram nas ruelas. Nestas, e ao contrário do que se passa em Espanha ou em Itália (e um pouco no Portugal Alentejano) não se vêm pessoas na rua. No entanto, percebe-se que estão em casa, ouvem-se algumas vozes e os sapatos estão sempre à porta, do lado de fora.
Lojas: existem aqui dezenas de lojas de “delicatessen” que são autênticas joalharias, tal o aspecto da loja, dos expositores, da própria iluminação; os doces - de todas as cores, formatos e sabores – alinham-se nas montras e são depois embrulhados em papel (geralmente branco ou verde, com os inevitáveis caracteres japoneses, pretos, desenhados a traço grosso) e, por fim, colocados em pequenas caixas. O resultado é tão simples mas tão fantástico que custa acreditar que são “apenas” doces.
Além dos doces, descobrimos que os japoneses também gostam muito de café, sob todas as formas: frio, gelado, simples, com leite (de soja), em gelatina… os supermercados – e as máquinas de venda automática de bebidas que existem, literalmente, em cada esquina – estão cheios de ice coffee, cafe latte, blended coffee, etc.
Uma das marcas desses cafés gelados é a Suntory. Quem viu o Lost in translation lembrar-se-á que a história girava à volta de um actor em final de carreira (Bob Harris / Bill Murray) que vinha ao Japão filmar um anúncio para, precisamente, o whisky Suntory (“for relaxing times, make it Suntory times”, a cena da filmagem é hilariante!). O filme passava a ideia que vir ao Japão fazer anúncios é uma prática corrente entre actores americanos, já que são bastante bem pagos e, assimcumássim, os anúncios só passam aqui e, por isso, “ninguém” os vê. Pois bem, tenho a dizer que – surprise! - já dei com o Brad Pitt a anunciar o Soft Bank no metro e com o Tommy Lee Jones a “beber” café Suntory nas máquinas de venda automática. Ah, pois é…
A par dos cafés gelados existem também dezenas de variedades de bebidas à base de chá (sobretudo verde) que, ao contrário dos nossos ice teas, não têm açúcar (os Japoneses não são magros por acaso…). O chá verde, aliás, está um pouco por todo o lado: Haagen Dazs de chá verde, Kit Kat – sim, os chocolates – de chá verde (ambos bem bons, por sinal!), doces de chá verde, soba (noodles) aromatizados com chá verde…
A comida ocidental não parece fazer grande furor por aqui (ainda bem para eles!): além do inefável McDonalds (em muito menor número que noutros países, refira-se), do KfC, do Starbucks, e de um ou outro restaurante italiano, não vislumbrámos (ainda) mais nada; de facto, no que respeita a fast-food, é mais provável encontrarmos pessoas na rua a comer uma espécie de chamuça japonesa (um triângulo de alga nori com recheio de arroz, precisamente do tamanho das chamuças indianas), ou umas bolinhas fritas com recheio de peixe (o pastel de bacalhau cá do sítio, em termos de popularidade!) que, propriamente, hambúrgueres ou batatas fritas (os Japoneses não são magros por acaso…).
Amanhã continuamos o périplo – ainda há tanto para ver, de mercados a bairros de gueishas, de palácios a castelos e vila imperiais! – depois damos notícias (além das fotos, em directo via telemóvel!).
Bem localizada e boas areas. Pelo que te
Bem localizada e boas areas. Pelo que temos visto as casas sao mesmo minimas. Em compensacao nao estao encavalitadas e há parques verdes dignos do nome. Nota interessante: Os carros não são estacionados ao longo dos passeios. Ficam em garagens minúsculas ou em parques que existem um pouco por todo o lado ... mesmo que na vertical! Enfim... Prioridades
sábado, 20 de Outubro de 2007
Taxi! Experimentamos finalmente a porta
Taxi! Experimentamos finalmente a porta magica: é automatica comandada pelo condutor. Que cena! Atentem nos estofos cobertos por bordados brancos. Estao todos assim.
E a suavidade? Comparado com os nossos fogareiros parece um tapete voador ... shhhhhh ...
E a suavidade? Comparado com os nossos fogareiros parece um tapete voador ... shhhhhh ...
Kyoto
Depois de uma chegada chuvosa ontem - o que fez com que tivéssemos passado a tarde "indoor" a planear a estadia na cidade (são mais de 2000 templos, além de jardins "zen" e museus, há que fazer opções!!!) - hoje o dia acordou cheio de sol. São agora 8.39 da manhã e estamos quase a sair para começar o périplo. Depois contamos como foi.
P.S. Só para a estatística, o sushi de ontem à noite - mais 3 garrafinhas de saqué e 6 rolos de sushi de tempeh que não se via na foto - custou todos uns 20 euros. Portanto, o mito dos preços impossíveis do Japão está prestes a cair (resta só ver como será Tóquio)!
sexta-feira, 19 de Outubro de 2007
quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
Impressões (digitais)
(resposta ao comentário da Marta e às perguntas que vocês ainda não fizeram!. Ah! Já agora, muito obrigada a todos pelos comentários, é muito fixe ler-vos aqui deste lado do mundo! Da nossa parte vamos continuar a esforçar-nos para não postar mais fotografias do casal, eheheheh!).
Eles & elas: As mulheres são bonitas, dentro do género asiático (baixinhas, estreitinhas e, digamos, lisas!). São magríssimas - as manhosas! - sempre de saltos altos e fininhos, bem maquilhadas, super produzidas! A moda são uns micro-calções com meias (geralmente pretas e grossas) acima do joelho e uns sapatos de salto muito alto; como elas têm umas pernas super finas - as embirrantes! - o conjunto fica bastante engraçado! Os cabelos são sempre compridos e, embora soltos, estão sempre ligeiramente ondulados, de modo a "bambolearem" ao ritmo dos passos. Eles também se produzem bastante - geralmente o cabelo é espetado e grande, qual personagem de manga! - e a roupa é sempre muito escura (calças pretas, blazers pretos, eventualmente camisa branca). Ambos - eles e elas - estão sempre agarrados aos telemóveis (super fininhos, high-tec), mas mais a mandar mensagens (ou jogar) que a falar. Ah, e confirma-se que, tal como nos filmes, atendem o telefone com "mushi-mushi"!
Comida: muito boa e muito barata (não sei de onde vem o mito do Japão ser caro, mas só pode ser de alguém que nunca foi a um país nórdico europeu!). Já comemos sushi - bastante bom e ao mesmo nível do que se come aí, há que dizê-lo! -, uma carne que se grelha num mini fogareiro de mesa, bastante saborosa e suculenta, e um prato de arroz com "todos" (algas, cogumelos, ovo, rebentos de soja, verduras, etc...), que se come tudo misturado e tem um sabor tipicamente japonês (ou seja, bom!). A cerveja e o saqué também não desmentem!!!!
Lojas: há para todos os gostos, de Louis Vitton a Zara. Os preços parecem-me iguais aos daí (ou mais baixos!) mas ainda não me dediquei a sério a ver roupa, vou guardar-me para Tóquio.
Avenidas, ruas, carros: a limpeza é incrível; os carros e até, pasmem-se, os camiões, brilham: as jantes reluzem, os vidros não têm um mosquito, os pára-choques não têm um risco que seja e as amolgadelas devem ser uma bactéria do ocidente. No metro pode-se comer no chão, as ruas dos bares e restaurantes conseguem - ao fim da noite, quando os 8 milhões de habitantes de Osaka já foram dormir - ter duas ou três beatas no chão. O trânsito é silencioso, os carros deslizam (terão motor?) e ninguém apita. A única excepção são as casas de jogos - flippers e slot machines - onde o barulho é ensurdecedor.
Os japoneses não falam nada de inglês mas, se nos virem a olhar para um mapa vêm logo tentar ajudar! São muito cerimoniosos - o cumprimento com vénia chega a ser constrangedor, dá vontade de lhes dizer "deixe lá isso, homem, não é preciso!" - e extremamente delicados. Por falar em delicadeza, as mulheres têm uma voz fininha, de criança, e falam como se nós estivéssemos a perceber tudo (há pouco, no museu de arte moderna, terão dito o equivalente a: "pode comprar o bilhete naquela máquina, depois volta aqui para entrar na exposição, na primeira sala tem a mostra de arte dos anos 60 e 70, na segunda dos anos 80 até agora. Muito obrigada ("arigato" - esta eu percebo!) e volte sempre!").
Em suma: o país é fantástico, todos os dias dou por mim a pensar "estou no Japão!" e ainda não acredito muito bem! Acho que podia viver aqui.
Amanhã vamos para Quioto, até já!
Eles & elas: As mulheres são bonitas, dentro do género asiático (baixinhas, estreitinhas e, digamos, lisas!). São magríssimas - as manhosas! - sempre de saltos altos e fininhos, bem maquilhadas, super produzidas! A moda são uns micro-calções com meias (geralmente pretas e grossas) acima do joelho e uns sapatos de salto muito alto; como elas têm umas pernas super finas - as embirrantes! - o conjunto fica bastante engraçado! Os cabelos são sempre compridos e, embora soltos, estão sempre ligeiramente ondulados, de modo a "bambolearem" ao ritmo dos passos. Eles também se produzem bastante - geralmente o cabelo é espetado e grande, qual personagem de manga! - e a roupa é sempre muito escura (calças pretas, blazers pretos, eventualmente camisa branca). Ambos - eles e elas - estão sempre agarrados aos telemóveis (super fininhos, high-tec), mas mais a mandar mensagens (ou jogar) que a falar. Ah, e confirma-se que, tal como nos filmes, atendem o telefone com "mushi-mushi"!
Comida: muito boa e muito barata (não sei de onde vem o mito do Japão ser caro, mas só pode ser de alguém que nunca foi a um país nórdico europeu!). Já comemos sushi - bastante bom e ao mesmo nível do que se come aí, há que dizê-lo! -, uma carne que se grelha num mini fogareiro de mesa, bastante saborosa e suculenta, e um prato de arroz com "todos" (algas, cogumelos, ovo, rebentos de soja, verduras, etc...), que se come tudo misturado e tem um sabor tipicamente japonês (ou seja, bom!). A cerveja e o saqué também não desmentem!!!!
Lojas: há para todos os gostos, de Louis Vitton a Zara. Os preços parecem-me iguais aos daí (ou mais baixos!) mas ainda não me dediquei a sério a ver roupa, vou guardar-me para Tóquio.
Avenidas, ruas, carros: a limpeza é incrível; os carros e até, pasmem-se, os camiões, brilham: as jantes reluzem, os vidros não têm um mosquito, os pára-choques não têm um risco que seja e as amolgadelas devem ser uma bactéria do ocidente. No metro pode-se comer no chão, as ruas dos bares e restaurantes conseguem - ao fim da noite, quando os 8 milhões de habitantes de Osaka já foram dormir - ter duas ou três beatas no chão. O trânsito é silencioso, os carros deslizam (terão motor?) e ninguém apita. A única excepção são as casas de jogos - flippers e slot machines - onde o barulho é ensurdecedor.
Os japoneses não falam nada de inglês mas, se nos virem a olhar para um mapa vêm logo tentar ajudar! São muito cerimoniosos - o cumprimento com vénia chega a ser constrangedor, dá vontade de lhes dizer "deixe lá isso, homem, não é preciso!" - e extremamente delicados. Por falar em delicadeza, as mulheres têm uma voz fininha, de criança, e falam como se nós estivéssemos a perceber tudo (há pouco, no museu de arte moderna, terão dito o equivalente a: "pode comprar o bilhete naquela máquina, depois volta aqui para entrar na exposição, na primeira sala tem a mostra de arte dos anos 60 e 70, na segunda dos anos 80 até agora. Muito obrigada ("arigato" - esta eu percebo!) e volte sempre!").
Em suma: o país é fantástico, todos os dias dou por mim a pensar "estou no Japão!" e ainda não acredito muito bem! Acho que podia viver aqui.
Amanhã vamos para Quioto, até já!
A pastelaria japonoca é altamente. Massa
A pastelaria japonoca é altamente. Massa sempre muito leve. E até tem bolas de berlim em bico mas com creme de castanha... acho :p
quarta-feira, 17 de Outubro de 2007
terça-feira, 16 de Outubro de 2007
segunda-feira, 15 de Outubro de 2007
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